O longa-metragem Minha Querida Alice, dirigido pelo poçõense Rogério Sagui, foi selecionado para exibição na 79ª Edição do Festival de Cannes. O festival acontece entre os dias 12 e 23 de maio de 2026, e é um dos eventos mais prestigiados da indústria audiovisual.
Dirigido por Sagui, com roteiro de Samuel Machado e direção de Fotografia de Flávio Casesque, o filme é um drama psicológico intenso que acompanha a trajetória de Alice, uma professora do interior, cuja vida é atravessada por traumas, segredos familiares e violência. Após sobreviver a uma tentativa de feminicídio e enfrentar o desaparecimento do pai, a protagonista inicia uma jornada de sobrevivência e reconstrução pessoal.
Protagonizado por Rafa Kalimann, a obra também tem em seu elenco nomes como Jackson Antunes, Cyria Coentro, Pedro Lamin, Bruno Cabrerizo e Raira Machado.
“Minha Querida Alice” integra o programa VDC Showcase, uma agência boutique de consultoria e vendas com sede em São Paulo, voltada ao cinema de autor e de gênero, no âmbito do Marché du Film. Um espaço estratégico que reúne oito obras brasileiras em fase de pós-produção, apresentadas para distribuidores, agentes de vendas e programadores internacionais. A obra é produzida pelas empresas brasileiras Kalimann Produções e RY Produções e aposta em uma narrativa marcada pela tensão psicológica e por temas como abuso, silêncio e superação.
Para Rogério Sagui, a participação do longa no festival reforça o momento de destaque do audiovisual brasileiro no exterior, consolidando o país como exportador de narrativas potentes e tecnicamente sofisticadas. “Ter este filme no Festival de Cannes é, sem dúvida, um marco fundamental na trajetória da obra e também na minha carreira. Mais do que isso, é um filme que aborda as tentativas de silenciamento feminino e o feminicídio, temas que precisam ser cada vez mais debatidos, ampliando a conscientização e fortalecendo estratégias reais de combate”, conta Sagui.
O longa tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros no segundo semestre de 2026, após a circulação internacional.
Para o diretor, com a presença em Cannes, “Minha Querida Alice” se posiciona como uma das apostas do cinema nacional contemporâneo, reafirmando a força das histórias brasileiras no diálogo com o público global.