Rosa Tirana, primeiro longa-metragem do diretor Rogério Sagui, conquistou mais uma premiação significativa para a sua trajetória. Exibido na primeira edição do Roliúde Cine Fest, o filme recebeu o destaque de “Melhor longa-metragem”, ampliando seu histórico de premiações e participações em festivais. Para Rogério Sagui, participar do festival após cinco anos de lançamento de Rosa Tirana foi um momento especial, que possibilitou revisitar o período que passou trabalhando no filme.
Lançado em 2020, Rosa Tirana foi escrito, produzido e dirigido por Rogério Sagui. A trama narra a história de Rosa, uma menina que vive no sertão nordestino com a mãe e o avô, e que, diante do período de seca que assola a região, pouco tem para a sobrevivência. Por isso, Rosa decide fugir à procura de Nossa Senhora Imaculada, a fim de que ela ajude a sua família. O filme é protagonizado pela atriz poçoense Kiara Rocha e participação especial do ator José Dumont.
“Voltar a um festival com o meu primeiro filme, o filme que me lançou pro cenário do cinema nacional, é muito importante. Cada vez que vejo o filme, a sensação é de gratidão por ver ali na tela um trabalho feito em minha cidade, com os meus amigos e parceiros de arte”, conta o diretor. O evento também foi uma oportunidade para conhecer Cabaceiras, a “Roliúde Nordestina”, cidade famosa por servir de cenário de dezenas de produções cinematográficas, entre elas O Auto da Compadecida, adaptação da obra homônima de Ariano Suassuna dirigida por Guel Arraes.
O Roliúde Cine Fest já nasceu como um festival de projeção internacional, pois leva para a Paraíba a tradição e marca do Los Angeles Brazilian Film Festival (LABFF), festival realizado em Los Angeles com o intuito de expandir as fronteiras do cinema brasileiro. O evento, que aconteceu entre os dias 3 a 5 de julho, contou com a exibição de filmes, além de palestras, debates, mesas-redondas e dedicadas à reflexão sobre os desafios e as perspectivas do audiovisual contemporâneo.
“Ver o nome de Poções por todo o Brasil e fora do Brasil é uma sensação muito boa”, revela Rogério Sagui. Segundo o diretor, o grande alcance e visibilidade que Rosa Tirana continua conquistando é uma felicidade não só pelo filme em si, mas por tudo que ele simboliza e pela forma como consegue levar cada vez mais longe “a personificação de uma cidade que carrega um monte de grandes artistas”.
Para Sagui, mais do que uma obra de sua autoria, Rosa Tirana “carrega um pedacinho de cada artista dessa cidade maravilhosa chamada Poções, Terra do Divino”.